01/12/2008

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

O Programa Nacional de DST e Aids (PN) preparou uma intervenção urbana – “O preconceito isola” – para o Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º de dezembro), a ser montada na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Ao longo de todo o dia, um jovem ficará dentro de uma bolha transparente, impedido de tocar quem estiver no ambiente externo. O objetivo é levantar o debate sobre a exclusão vivida por quem tem o HIV ou sofre outros tipos de preconceito. Dados parciais de pesquisa de comportamento realizada este ano pelo PN do Ministério da Saúde mostram que essa exclusão ainda persiste em situações corriqueiras. Dados da pesquisa do PN:

13% acreditam que uma professora portadora do vírus da aids não pode dar aulas em qualquer escola.

22,5% afirmam que não se pode comprar legumes e verduras em um local onde trabalha um portador do HIV

19% acreditam que, se um membro de uma família ficasse doente de aids, essa pessoa não deveria ser cuidada na casa da família.

Bolha

Na base da bolha, a ser instalada em ocasião do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, haverá uma frase do jornalista e sociólogo Herbert Daniel, que morreu no ano de 1992 em decorrência da aids. “Há uma coisa dentro de mim, contagiosa e mortal, perigosíssima, chamada vida, lateja como desafio”.

O grupo Teatro Oportuno, que atua com arte e educação, também participa da intervenção urbana, interagindo com o público que passar pelo local. Foram convidados estudantes de escolas públicas do Distrito Federal e representantes de organizações que trabalham com prevenção e enfrentamento da doença. A interação é aberta a todos os interessados. A interação é aberta a todos os interessados e será transmitida ao vivo das 9h às 18h pelo site www.aids.gov.br/diamundial.

“O estigma relacionado à doença afasta as pessoas tanto do diagnóstico como do tratamento, por isso impactam diretamente na sua qualidade de vida”, destaca a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão. Depois de anos convivendo com a epidemia, diz ela, é preciso que a sociedade não apenas respeite e aceite essas pessoas, mas que as acolha.

Fonte: Programa Nacional de DST/Aids

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